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Domingo, Maio 20, 2012

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Qui, 30 de Junho de 2011 21:05

ATÉ ONDE VAI ESTA “VIADAGEM”?

ATÉ ONDE VAI ESTA “VIADAGEM”?

 

 

Recentemente o Supremo Tribunal Federal – STF, em uma nova interpretação da nossa Constituição de 1988, fez justiça ao reconhecer a união civil entre homossexuais. Decisão correta do ponto de vista jurídico, afinal o Direito não pode deixar de reconhecer um fato social com conseqüências jurídicas em nossa sociedade, e de promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. Garantida a liberdade de opção sexual, o reconhecimento pelo Estado do casamento civil, a criminalização do preconceito, e a discriminação (homofobia), percebo que o Estado de Direito cumpriu com sua parte. O que merece nota segundo algumas pesquisas, é o fato do público GLBTT não chegar a 1% da população brasileira, e segundo a Organização Mundial de Saúde – OMS, a orientação sexual não é uma doença, portanto, trata-se de um comportamento humano. Sendo assim, há necessidade de se questionar os padrões de comportamentos que estão sendo impostos pela grande mídia brasileira, passando a impressão que o comportamento de uma minoria, com seus direitos reconhecidos e respeitados, em conseqüência, sejam o comportamento da maioria da população que está se descobrindo agora. Para quem acompanha os programas televisivos, principalmente as novelas brasileiras, têm percebido uma campanha massiva, com a tentativa de impor um padrão comportamental que não é a nossa realidade. A homossexualidade e outras orientações sexuais são reconhecidas normalmente em nosso meio, inclusive pelo Estado, mas não se pode é concordar com a “viadagem” que querem impor para a sociedade. O poder de manipulação e alienação exercido pela televisão é muito grande, impondo padrões de comportamentos, influindo diretamente na sociabilidade humana. As características biológicas, inatas aos seres humanos, vão se desenvolver à medida que esses estímulos do meio são incorporados pelo sujeito que interage ativamente com este meio. É neste ambiente de interação com o mundo e significação, que desde pequena a criança é colocada à frente da televisão, e esta então se apresenta como parte integrante da família, por ser uma oportuna “babá eletrônica”. É neste ponto que destaco a responsabilidade da família, da escola e da sociedade para refletir onde vamos chegar com esta “viadagem”. Como na sociedade capitalista o que importa é o ter e não o ser, a Parada Gay em São Paulo já é a segunda melhor data para o comércio, ficando atrás somente do Natal, e sendo assim, o deus Mercado descobriu um novo nicho de faturamento. Por sua vez, as TV’s que não são compromissadas com a educação, cultura e os valores éticos, estão patrocinando este novo padrão comportamental para atingir principalmente um público elitizado e com alto poder de consumo. Fica o alerta para você não fazer parte da opinião publicada e induzida, e firmamos o respeito ao indivíduo, que cada um desenvolva sua sexualidade por onde sentir prazer, sem necessariamente banalizar esta “viadagem”. Também não esquecer que a Lei de Deus e da natureza, criou o macho e a fêmea.

 

Aldo Dolberth